Monyck Poli
Postado em 07 de Julho de 2011 11:21
Anne van der Bijl, um jovem soldado holandês, implacável e ousado, caiu em uma emboscada durante a Guerra de Independência da Indonésia e levou um tiro no tornozelo. Durante o tempo em que se recuperava na enfermaria, começou a ler a Bíblia e, como ninguém consegue escapar dos planos e do amor de Deus, ele entregou sua vida a Cristo e se comprometeu, fazendo a seguinte oração: “Senhor, se mostrares o caminho, eu o seguirei. Amém”. Em 1949, Anne estava pronto para viver a maior aventura que Deus podia lhe proporcionar.
Daquele dia em diante, o jovem soldado decidiu estudar em uma agência missionária. Ouviu de muitos professores que aquele lugar não era para ele, mas mesmo assim não desistiu. Ao término do curso, em 1955, foi convidado para participar de um Festival da Juventude Comunista, na Polônia. Em sua mala, levou algumas Bíblias para os cristãos de Varsóvia e centenas de folhetos para evangelização, intitulados “O caminho para a salvação”.
Só que, durante o festival, Anne viu algo que não esperava. Encontrou uma Igreja que sofria muito sob o regime comunista. Ali, ele descobriu um remanescente de cristãos que viviam em segredo e precisavam desesperadamente de Bíblias. Foi aí que Anne ficou conhecido como Irmão André, a partir de um chamado de Deus em seu coração, seguido das palavras de Apocalipse 3.2: “Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer”.
A distribuição daquele material àqueles cristãos marcou o humilde começo da Portas Abertas com o Irmão André. Hoje, a organização atua em mais de 50 países e tem a visão de fortalecer a Igreja Perseguida e apoiar os cristãos locais que vivem em territórios hostis, para que eles possam continuar a propagar o Evangelho ao maior número possível de pessoas ao seu redor.